sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Um pouco da história das comunicações e do Linux...

Bem legal o primeiro capítulo do livro "Descobrindo o Linux", 2. ed. de João Eriberto Mota Filho.


Descreve um pouco sobre a história das telecomunicações e aborda o advento do sistema operacional Linux neste contexto.
 O texto está disponível aqui.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ferramenta para comparação de desempenho de rede...

Bem interessante a ferramenta disponibilizada pela Akami (empresa de cache para serviços na Internet) para comparação entre os diversos pontos de rede espalhados pelo mundo. É possível verificar a latência, perdas de pacotes e as condições de qualidade estabelecidas pela própria empresa. Legal para verificar o efeito dos diversos equipamentos e do tráfego no desempenho da rede.
Link para a ferramenta aqui.

Contribuição do colega Guilherme Becki

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Resultado da enquete sobre sistemas operacionais...

O resultado da enquete sobre sistemas operacionais obteve 27 votos, sendo 40% deles para o MS-DOS e 22% para o Windows 95. Interessante que os iniciados em MS-DOS sejam  a maioria. A média de idade dos alunos do curso de Redes de Computadores da Faculdade Senac Pelotas é baixa. O MS-DOS entrou no mercado em 1982 e ficou em uso no mercado até bem pouco tempo atrás (ref. http://en.wikipedia.org/wiki/MS-DOS). Neste período, houveram diversas arquiteturas de computadores pessoais, com os mais diversos sistemas operacionais: MSX-DOS (o MSX foi muito popular no Brasil, MS == Microsoft), AMIGA DOS, alguma  variação da linguagem BASIC  fazendo o papel de interpretador de comandos do sistema operacional, TOS (Atari ST), CPM/86 (muito utilizado, a história dele pode ser lida aqui) e outros.
Bom, para quem começou no MS-DOS já tem ou vai ter facilidade em lidar com a utilização do sistema operacional em linha de comando. Isto é muito utilizado para acesso remoto a servidores por meio de SSH (Secure Shell). Na figura abaixo, um exemplo de acesso por SSH usando a ferramenta Putty.

 Obs:. o comando uptime mostra quanto tempo o host está ativo, sem reset. Neste caso, este host está  259 dias e 8 minutos ligado diretamente. Uma tarefa interessante é procurar o tempo de uptime de servidores de jogos na Internet.

Aqui uma lista para acessar contas em servidores utilizando SSH de forma gratuita (em cada serviço existirá uma forma para criar o usuário e a senha).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Link para livro sobre Redes e Linux...

Para acessar a edição anterior do livro "Redes e Servidores Linux" de Carlos Morimoto, é só clicar aqui.
Uma dica do colega Leandro Brisolara.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Utilitários interessantes de rede (parte 1)...

Algumas ferramentas úteis em linha de comando (prompt) para a administração e diagnóstico de redes:

IPCONFIG
Verifica as configurações de endereçamento do host (Win).
Uso:
  ipconfig /all (lista todas as informações relacionadas as interfaces de rede)
  ipconfig /displaydns (lista o cache de resoluções DNS)
  ipconfig /release (libera as definições recebidas pelo servidor de DHCP)
  ipconfig /renew (solicita as definições de endereçamento para algum servidor DHCP na rede)

IFCONFIG
Verifica as configurações de endereçamento do host (Linux).
Uso:
 ifconfig (lista as informações de endereçamento e algumas estatísticas de todas interfaces de rede)
 ifconfig eth0 (lista as informações de endereçamento e algumas estatísticas da interface eth0)
 ifconfig eth0 192.168.2.1 netmask 255.255.255.0 (configura o endereçamento da interface eth0 para 192.168.2.1 e máscara 255.255.255.0)

NETSTAT
Verifica as conexões e as tabelas de roteamento (Win/Linux).
Uso:
netstat -an (lista as conexões atuais (parâmetro -a) e não tenta resolver o nome dos endereços (parâmetro -n).
netstat -rn (mostra a tabela de roteamento do host).
netstat -s (mostra estatísticas dos protocolos)
netstat -e (mostra estatísticas das interfaces sobre a rede Ehernet - somente no Windows)
netstat -l (mostra todas as conexões em modo de escuta - somente no Linux)

ARP
Verifica e gerenciar a tabela arp no host (Win/Linux).
Uso:
arp -a (mostra a tabela ARP do host)

TRACERT
Mostra a rota (hops) entre o host de origem e o host de destino (Win/Linux (traceroute)).
Uso:
 tracert www.terra.com.br (dispara a marcação da rota entre o host de origem e o host de destino, neste caso www.terra.com.br). No caso do Linux, o comando é o traceroute www.terra.com.br

PING
Verifica atraso, perdas e conectividade de hosts (Win/Linux).
Uso:
ping www.terra.com.br (gera requisições para o host de destino www.terra.com.br, utilizando o protocolo ICMP com mensagens ECHO REQUEST. Se o host estiver ativo, responderá com mensagens ECHO REPLY).
ping -t www.terra.com.br (o parâmetro -t determina que sejam feitas requisições de forma infinita. Para terminar as requisições deverá ser feito um CTRL+C). No Linux, o padrão é gerar requisições infinitas.

NSLOOKUP
Cliente (resolver) de DNS. (Win/Linux)
Uso:
nslookup www.terra.com.br (será feita uma requisição ao servidor de DNS para resolver o nome www.terra.com.br para o endereço IP correspodente. Pode-se rodar o nslookup e a partir do prompt ">" solicitar vários nomes de hosts para serem resolvidos. Para sair, basta fazer um CTRL+C).

TELNET
Originalmente um emulador de terminais remotos, mas pode ser usado para verificar as portas de comunicação em servidores que utilizam o protocolo TCP (Win/Linux).
Uso:
telnet www.terra.com.br 80 (será feita uma conexão a porta 80 do host www.terra.com.br. Se a conexão foi estabelecida, a porta 80 do host remoto está ativa. Este recurso pode ser usado para qualquer porta em escuta que utiliza o protocolo TCP na camada de transporte).

NBTSCAN
(http://www.inetcat.net/software/nbtscan.html)

Realiza varreduras em redes Windows (que utilizam o protocolo NETBIOS) e retorna o endereço IP, nome do host, usuário logado e endereço físico (MAC address). Bastante útil para procurar hosts na rede (Win/Linux).
Uso:
nbtscan 192.168.2.0/24 (realiza a varredura na classe C 192.168.2.0, buscando desde o IP 192.168.2.1 ao 192.168.2.254 e retorna algo como a figura abaixo).


Existem várias outras ferramentas úteis em linha de comando que auxiliam o administrador de redes e de sistemas na sua rotina de trabalho. Coloquem nos comentários outras ferramentas que vocês utilizam e expliquem de que forma elas auxiliam na sua rotina de trabalho.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Criando máquinas virtuais no VMware...

Muitos exemplos no blog são relacionados a máquinas virtuais utilizando o VMWare Server. Esta ferramenta é de uso gratuito (freeware) e pode ser utilizada tanto no Windows quanto no Linux. A partir do Windows Vista deverá ser utilizada a versão 2.x do VMware Server. No Windows XP, pode ser utilizada a versão 1.x, a 1.0.9 é a última versão da série 1.x. No Linux, podem ser utilizadas quaisquer uma das versões, entretanto a séria 1.x não terá mais atualizações. Para fazer o download é só seguir as instruções disponibilizadas aqui para a versão 2.x e aqui para a versão 1.x.
 Para se criar uma máquina virtual basta o VMware. Para instalar o sistema operacional deve-se ter a mídia de instalação ou a imagem em formato ISO. No caso do vídeo abaixo, foi utilizado o sistema operacional Windows XP como host (hospedeiro) e o Linux distribuição Ubuntu como o sistema operacional guest (convidado). O sistema operacional host pode hospedar diversos sistemas operacionais guest.

Para treinar, façam o download do VMware Server e criem máquina virtuais com os sistemas operacionais Windows 95, Windows 98, FreeBSD, OpenSolaris ou algum outro compatível. Um documento para auxílio na instalação de sistemas operacionais guest pode ser visualizado em PDF ou em HTML.
Obs: O vídeo foi feito utilizando a ferramenta CamStudio que pode ser baixada gratuitamente aqui.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Clonezilla (parte 1)...

Uma ferramenta excelente para clonagem de sistemas operacionais é a Clonezilla. Esta ferramenta permite que sejam "clonados" sistemas operacionais da forma como está atualmente instalado, contendo todos os dados, as aplicações e as configurações. Este processo é bastante interessante para o caso de backups e instalações de um grande número de máquinas porque o tempo economizado é muito grande. Para dar um exemplo, para a instalação de um sistema com o Windows XP, o MSOffice, atualizações do Windows Update e ferramentas comuns para o trabalho leva-se em torno de 2hs (claro, depende da máquina e da largura de banda disponível para acesso à Internet). Com o uso do Clonezilla, dependendo da forma utilizada, este tempo pode cair para alguns minutos. Um detalhe importante é que se as máquinas que serão clonadas não possuem os mesmo hardware deverá ser feito o processo de reparação de instalação no Windows XP. Em caso das máquinas serem iguais, após o processo de clonagem basta trocar o nome da máquina e refazer o ingresso no domínio, se for o caso. Em sistemas operacionais Linux, a detecção de hardware é menos problemática e funciona direto, bastando trocar o nome do host.
A clonagem pode ser feita de 2 modos, localmente ou em rede. O mais simples é o Disco a Disco, ou seja, basta fazer a conexão do disco que possui o sistema instalado e do disco que receberá a imagem em um mesmo computador e gerar a cópia localmente. Neste modo, o tempo de clonagem é muito rápido. Para a clonagem de um disco de 40 GB, leva cerca de 10 minutos. Deve-se ter o cuidado de não inverter a origem pelo destino na hora da escolha. Se houver a inversão, já era o sistema instalado!
  O modo Partição a Partição pode ser feito da mesma forma que o Disco a Disco, entretanto a clonagem se dará apenas na partição desejada.
 Utilizando o Clonezilla localmente tem a desvantagem de abrir os computadores e manusear os discos rígidos para fazer a clonagem. Além disto, em casos onde a garantia é perdida na abertura dos gabinetes não é uma solução viável. A vantagem é a velocidade da clonagem. Para resolver o problema pode-se utilizar o processo de clonagem por meio de uma imagem do sistema armazenado em um servidor em rede ou em alguma partição do próprio computador. Esta solução possui a vantagem de possibilitar que o administrador armazene diferentes versões do sistema operacional e gerar várias clonagens simultâneas, no caso do uso com um servidor em rede. Na parte 2 sobre o Clonezilla será abordada a clonagem com imagens em rede.


Clonando um sistema operacional localmente

O Clonezilla é disponibilizado na forma de um LiveCD o qual pode ser baixado aqui (~110MB), rodando o sistema operacional Linux. Neste exemplo, foi utilizado o VMWare Server para criar uma máquina virtual com o Windows XP. Foi adicionado um segundo disco a VM para simular o ambiente da clonagem Disco a Disco. O procedimento para clonagem de partições e similar a este método.

Dois discos rígidos na máquina virtual
 
Tela inicial do live-cd do Clonezilla
 
Após detectar o hardware, a tela para iniciar o wizard do Clonezilla ou entrar no shell
 
Opção de clonar disco ou partição ou a partir de uma imagem
 
Escolha do disco de origem e do disco de destino (muito cuidado nesta escolha!)
Processo de clonagem em andamento


Processo de clonagem terminado

Depois de terminado o processo de clonagem, foi criada uma outra máquina virtual como o sistema operacional Windows XP e foi importado o disco virtual clonado.

Usando um disco virtual existente

Este processo é o mesmo em máquinas reais, só não houve abertura de gabinetes e desaparafusamentos.
Agora, realizem os seus testes e deixem os comentários sobre os resultados.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

WSUS - Windows Update caseiro...

A Microsoft possui um serviço gratuito (claro, gratuito depois de se pagar a licença do Windows 2003 Server!) que possibilita criar um cache das atualizações do Windows Update, muito similar aos repositórios das distribuições Linux. O WSUS (Windows Server Update Services) é um serviço que funciona baixando e distribuindo as atualizações do Windows Update em uma rede local. Desta forma, os computadores locais podem baixar as atualizações diretamente do servidor de forma muito mais rápida e sem consumir a largura de banda de acesso à Internet.
Os pré-requisitos para rodar o WSUS podem ser vistos aqui e o download da ferramenta pode ser feita aqui. A instalação é no estilo "Next" e não apresentará maiores problemas. Sugiro que se instale em uma máquina virtual com um disco de no mínimo 20GB para ver como funciona o sistema. Basicamente a configuração do serviço consiste em habilitar quais as atualizações devem ser baixadas.



Seleção das atualizações          



Wizard para configurar o serviço

Nos clientes, Windows XP, Windows 2003, Windows Vista e Windows 7, deverá ser configurado o endereço do servidor WSUS. Isto pode ser feito utilizanda o editor de política de grupos para quem estiver utilizando o Active Directory ou pode ser feito manualmente em cada estação (pode-se usar o registro do Windows para isto também). Utilizando o gpedit.msc (Menu Iniciar->Executar->gpedit.msc), fazer a seguinte configuração (trocar o endereço IP 192.168.254.1 conforme o endereço do servidor):



Editor de políticas de grupo (gpedit.msc)    


Colocar o IP do servidor local

O servidor WSUS poderá ser agendado para fazer o download das atualizações durante a madrugada. Vale a pena ressaltar que as atualizações liberadas para o WSUS possuem um filtro mais rígido da Microsoft e algumas destas atualizações podem demorar para estarem disponíveis. Exemplos disto ocorreram com as liberações do Internet Explorer 7 e do Internet Explorer 8 que vieram bem depois do Windows Update normal. Uma outra grande vantagem do uso do WSUS é a possibilidade de controlar quais atualizações podem ser utilizadas para um computador ou um grupo de computadores.
Bom, agora é mão na massa! Quem tem mais de 4 computadores na sua rede está na obrigação de testar este serviço!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Windows 3.11 for Workgroups...

Para quem iniciou sua vida na informática utilizando o Windows 98 em diante, terá a oportunidade de vivenciar o ambiente do MS-DOS e do Windows 3.x com está máquina virtual para o VMWare disponível aqui (~76MB). A senha para acessar o sistema é teste. Entretanto, como é um sistema monousuário, esta senha é só para o login em algum domínio. Nesta máquina virtual estão instalados os navegadores Netscape Navigator e IE nas versões 16 bits. A configuração de rede está com o DHCP ativado e uma pasta de nome temp compartilhada em rede. Agora, façam o download da máquina virtual e utilizem os velhinhos MS-DOS 6.22 e o Windows 3.11...
 Alguns links para download de jogos e aplicativos que rodam no MS-DOS e no Windows 3.11:
  Lista de Sites de Abandonware -http://www.abandonwarering.com/?Page=Listing
  Home of the Underdogs - http://www.hotud.org/
  XTCAbandonware -  http://xtcabandonware.com/

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Conhecendo outros sistemas operacionais...

Nestes slides, são apresentados 6 sistemas operacionais, 2 antigos e 4 projetos atuais. Este foi um trabalho realizado na disciplina de Sistemas Operacionais na UCPEL pelo aluno Luã Caldeira Oliveira.
O trabalho foi realizado utilizando a ferramenta VMWare Server 1.0.9.
O conteúdo do texto do trabalho pode ser visualizado aqui.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Básico de configuração de roteadores Cisco (Parte 2)...

Para adicionar as rotas nos roteadores Cisco, deve-se proceder da seguinte forma:
Router0
----------
Router0>en
Router0#conf t
Router0(config)#ip route 192.168.6.0 255.255.255.0 10.0.0.2


Router1
----------
Router1>en
Router1#conf t
Router1(config)#ip route 192.168.5.0 255.255.255.0 10.0.0.1


Para os pacotes que chegam com destino a rede 192.168.6.0/24, o Router0 deverá encaminhar os pacotes para a interface S0/1/0 do roteador Router1. É importante perceber que para chegar até o Router1, o pacote deverá passar no Enlace Serial. A forma de endereçamento utilizado neste enlace será o do protocolo HDLC, já que os endereços IP de origem e destino não serão modificados no trajeto.
Para verificar se as rotas estão corretas, pode ser utilizado o comando "show ip route". Abaixo, o retorno do comando em cada um dos roteadores:
Router0#show ip route
Codes: C - connected, S - static, I - IGRP, R - RIP, M - mobile, B - BGP
       D - EIGRP, EX - EIGRP external, O - OSPF, IA - OSPF inter area
       N1 - OSPF NSSA external type 1, N2 - OSPF NSSA external type 2
       E1 - OSPF external type 1, E2 - OSPF external type 2, E - EGP
       i - IS-IS, L1 - IS-IS level-1, L2 - IS-IS level-2, ia - IS-IS inter area
       * - candidate default, U - per-user static route, o - ODR
       P - periodic downloaded static route

Gateway of last resort is not set

     10.0.0.0/30 is subnetted, 1 subnets
C       10.0.0.0 is directly connected, Serial0/1/0
C    192.168.5.0/24 is directly connected, FastEthernet0/0
S    192.168.6.0/24 [1/0] via 10.0.0.2


Router1#show ip route
Codes: C - connected, S - static, I - IGRP, R - RIP, M - mobile, B - BGP
       D - EIGRP, EX - EIGRP external, O - OSPF, IA - OSPF inter area
       N1 - OSPF NSSA external type 1, N2 - OSPF NSSA external type 2
       E1 - OSPF external type 1, E2 - OSPF external type 2, E - EGP
       i - IS-IS, L1 - IS-IS level-1, L2 - IS-IS level-2, ia - IS-IS inter area
       * - candidate default, U - per-user static route, o - ODR
       P - periodic downloaded static route

Gateway of last resort is not set

     10.0.0.0/30 is subnetted, 1 subnets
C       10.0.0.0 is directly connected, Serial0/1/0
S    192.168.5.0/24 [1/0] via 10.0.0.1
C    192.168.6.0/24 is directly connected, FastEthernet0/0


Para testar se existe caminho entre os hosts PC0 e PC1, pode-se utilizar a ferramenta ping ou tracert no prompt de qualquer um dos hosts.
Para exercitar, modifique os endereços das redes e refaça esta simulação no Packet Tracer. 

Básico de configuração de roteadores Cisco (Parte 1)...

Um exemplo de configuração de endereçamento e roteamento estático com roteadores Cisco utilizando a ferramenta Packet Tracer. O diagrama da rede é o seguinte:

Diagrama da Rede

Neste diagrama existem 03 redes, a LAN A, a LAN B e a Enlace Serial. As redes LAN A e LAN B utilizam a tecnologia Ethernet e utilizam switches em uma topologia estrela para possibilitar a comunicação entre os hosts. O Enlace Serial é uma rede ponto a ponto e utiliza o protocolo HDLC (High-level Data Link Control ) para a comunicação. Este protocolo trabalha na camada 2 do modelo OSI e é usado como padrão em enlaces seriais em roteadores Cisco. A ideia aqui é fazer com que os hosts PC0 e PC1 possam se comunicar.
Baseado nos endereços das redes do diagrama, pode-se utilizar os seguintes endereços IP para cada uma das interfaces dos hosts e dos roteadores (os switches não são gerenciáveis e portanto não receberão endereço IP):
  PC0 - 192.168.5.10,  S0/1/0 (Router0) - 10.0.0.1,  F0/0 (Router1) - 192.168.6.1,
  F0/0 (Router0) - 192.168.5.1,   S0/1/0 (Router1) - 10.0.0.2,  PC1 - 192.168.6.10

 As máscaras de subrede da LAN A e da LAN B são as máscaras padrão para uma classe C, ou seja, 255.255.255.0. Para o Enlace Serial, a máscara de subrede é diferente da padrão para uma classe A. Já que neste enlace só são necessários 2 IPs, uma para cada lado, a rede foi dividida de forma que isto ocorresse. Sendo uma rede "/30", 30 bits são utilizados para  prefixo da rede e sobram 2 bits para enumerar hosts em cada subrede. Elevando 2 na 2, tem-se 4 endereços por subrede. Seguindo a regra de endereçamento, o primeiro endereço de uma subrede é utilizado para nomear a rede e o último endereço tem a função de broadcast. Então, na subrede 10.0.0.0/30, o IP 10.0.0.0/30 identifica a rede e o IP 10.0.0.3/30 tem a função de broadcast. Sobram os IPs 10.0.0.1 e 10.0.0.2 para endereçar as interfaces neste exemplo.
 Agora, os endereços com as máscaras de subrede:

PC0 - 192.168.5.10/255.255.255.0
S0/1/0 (Router0) - 10.0.0.1/255.255.255.252
F0/0 (Router1) - 192.168.6.1/255.255.255.0


F0/0 (Router0) - 192.168.5.1/255.255.255.0
S0/1/0 (Router1) - 10.0.0.2/255.255.255.252
PC1 - 192.168.6.10/255.255.255.0

 Outra informação importante são os gateways padrão para os hosts PC0 e PC1 . No caso do PC0, o IP do gateway padrão será o IP da interface  F0/0 (Router0) e do PC1 o IP da interface F0/0 (Router1).
 Para fazer está configuração nos hosts basta acessar a configuração dos hosts na ferramenta Packet Tracer. Para fazer o endereçamento das interfaces nos roteadores, deverão ser usados os seguintes comandos no IOS:

Router0
-----------
Router0>en
Route0r#conf t
Router0(config)#interface f0/0
Router0(config-if)#ip address 192.168.5.1 255.255.255.0
Router0(config-if)#no shutdown
Router0(config-if)#exit
Router0(config)#interface s0/1/0
Router0(config-if)#ip address 10.0.0.1 255.255.255.252
Router0(config-if)#no shutdown
Router0(config-if)#clock rate 128000


Router1
-----------


Router1>en
Route1r#conf t
Router1(config)#interface f0/0
Router1(config-if)#ip address 192.168.6.1 255.255.255.0
Router1(config-if)#no shutdown
Router1(config-if)#exit
Router1(config)#interface s0/1/0
Router1(config-if)#ip address 10.0.0.2 255.255.255.252
Router1(config-if)#no shutdown


Obs.: no shutdown - ativa a interface, en - ativa o modo administrador, conf t - modo de configuração global, clock rate 128000 - define o clock de um enlace serial síncrono (só utilizado do lado DCE (Data Communications Equipment), seria o lado da operadora). Neste caso, 128Kbit/s.

Na próxima parte, como adicionar rotas estáticas nos roteadores Cisco.